Idealizando. O gerúndio da vida.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
"Os padres podem doar sêmen?"
Assistia ao Programa do JÔ, ontem ( 23/06/11).
A um dos entrevistados (um sacerdote), o Jô perguntou, o que já havia questionado a um bispo ou cardeal da mesma igreja daquele religioso sem sacerdócio pleno:
- Um padre pode doar sêmen?
Ao Dom... causou certo estranhamento tal pergunta. Confessou-se surpreso e, honestamente, disse que não tinha como responder de imediato sobre aquilo. Era preciso pensar mais detidamente.
Por certo.
O Jô, por sua vez, relacionou a doação de sêmen com à de sangue. Será que uma coisa tem a ver co’a outra?
A meu ver, não.
O entrevistado disse bem:
- Não é uma questão de vida, de salvá-la. O que ocorre na doação de sangue. Ora, nenhuma mulher morrerá por não engravidar. Evidentemente, que toda mulher deve sentir um enorme desejo de ser mãe. Desde a antiguidade, a procriação era algo relevante e até mesmo relacionando-se a fertilidade com as bênçãos divinas. Isto é, se um casal não tivesse filhos, era logo tachado de amaldiçoado por Deus. Eram alvos de suspeitas de que, ou eles ou os pais, avós, bisavós, tataravós haviam cometido um pecadão dos bravos. Porque, segundo criam ( ainda há quem creia nesses absurdos), Deus pune até não sei qual geração os que lhe aborrecem.
Bom; não creio que o Deus de Jacó, de Abraão, dessa galera toda, se irrite como se fosse um deus do panteão grego. Fosse assim, a gente estaria ralado e mal ou bem pagos com a morte ou com sofrimentos indizíveis, bem piores do que ficar eternamente rolando pedregulhos ao alto de um monte e, novamente, quando este rolasse para baixo... Tudo de novo. É... tem quem pense que a eternidade – seja de um inferno ( mundo inferior, ou existência ou algo assim ‘embaixo’) seja monótona ou sacrificante, ou a fim de simplesmente viver conforme nossas escolhas em meio ao sofrimento danado.
Poxa! Em que Deus esse pessoal crente acredita??!!
O sofrimento ou é independente da vontade divina, portanto com a permissão de Deus; e unicamente por algum tempo e para um fim determinado: o de nos salvar, desviar de erros maiores, sei lá. Mas nunca poderia ser um recurso dispensado pela eternidade ( sem fim, portanto), de maneira quase sádica, se não o for, por um Deus que assistiria a isso sentado em seu trono de Justiça e Amor.
Mas divaguei demais.
O fato é que, com relação ao sêmen, há relatos desde o Gênesis ( primeiro livro da Bíblia, já que o sacerdote é cristão) em que Onã ( de onde se deriva o onanismo) é punido por desperdiçar seu sêmen. Ou seja, mantém relação sexual sem introduzi-lo na mulher com quem coabitara.
Disso, se extraem duas questões:
- Afinal, o sexo seria apenas para a procriação?
- O onanismo seria assassinato? Se assim o for, Deus recorre à Lei de Talião, uma vez que Sua Justiça prevê morte a quem mata ou inviabiliza uma nova vida através do sêmen que não é ovulado?
Quer dizer, parece que nesse caso não há relação direta com a masturbação. Primeiro, porque houve relação íntima entre duas pessoas. Diferentemente de quem se toca, até ejacular... Sendo bem claro.
Sendo assim ( nem entrando na discussão absurda de quem puna, castigue alguém), discutamos a finalidade primeira ou o objetivo de uma união matrimonial, conjugal.
A Igreja Católica, se estudei bem a Doutrina Social da Igreja enquanto seminarista, ensina que a primeira coisa a ser relevada em um casamento religioso é o bem-estar do casal. Tanto que, se não pudessem manter relacionamento sexual, seja pelas condições dispostas de sua idade e o decorrente desinteresse pelo sexo ou em virtude de impotência, embora hoje tenham alguns ‘azuizinhos’, ou ainda em casos em que algum dos cônjuges seja estéril, o casamento ( entenda-se matrimônio) não seria nulo caso ambos estivessem cientes de tais problemas e assim mesmo quisessem viver, amorosamente, junto da pessoa amada.
Veja que não é a questão sexual, seja pelo sexo ou, em decorrência dele, o ter filhos que é o objetivo primeiro da união entre pessoas que se amam. No entanto, quando a igreja fala em ‘estar aberto à possibilidade de ter filhos’...
Fica muito difícil imaginar esta abertura à geração de filhos se alguém estéril pode se casar, mesmo que não esteja ‘aberto’ a isso. A não ser que a ciência avanece, facultando ao naturalmente estéril algum tratamento posterior ao matrimônio ou que adie seu casamento, o que seria ridículo de se esperar...
Pensemos:
Quando alguém vai a um banco de sêmen, deposita-o lá... Como?
Nunca me dispus a tanto, mas vi diversas vezes em filmes que o rapaz chega todo constrangido... Aparece uma assistente, enfermeira ou auxiliar de enfermagem, geralmente gorda e carrancuda. Encaminhado a uma sala, o rapaz tem em mãos ( além do órgão a ser tocado) uma revista de conteúdo pornográfico e alguns vídeos... Enfim, é preciso estimular a imaginação. Em outras palavras, despertar o tesão do carinha!
Agora, imaginem como isso se daria com um sacerdote?
Primeiro:
- O padre não deveria se masturbar. Antes, tivesse, então, uma relação sexual normal. Na hora ‘h’... ou ‘e’... Guardasse o conteúdo salva-vidas em um potezinho.
Também não questionarei se o filho do padre poderá desenvolver alguma propensão ao sacerdócio. Afinal, se vale para os peixes... Não posso assumir, logicamente, que se dê com homens, ainda que padres.
Mas não posso conceber que um padre terá de se masturbar, alimentando-se de pensamentos eróticos com uma mulher.
Jesus foi bem claro sobre a perversão que um homem cometeria tão-somente no pensamento. Logo, o padre estaria em pecado. E não posso pensar maquiavelicamente que os fins justificariam os meios. Todavia, considero uma tremenda incoerência se um padre ou a Igreja aceitasse tais práticas. A não ser que a humanidade realmente estivesse a ponto de ser eliminada da face da terra por faltarem homens, seja pela guerra que dizima até aos mais fortes. Porque, até onde eu saiba a Bíblia até mesmo aconselha a que não se tenham filhos ‘nos últimos tempos’ já que haverá guerra, fome...
O mundo está uma bagunça, disso sabemos. Por outro lado, se nem Jesus sabe o dia, a hora, do seu Advento, não posso dizer que o mundo está por acabar. Porém, se a Igreja acredita na Providência divina e se assume que este mundo será modificado, que virá uma Nova Jerusalém literalmente, isto é, se este mundo for destruído ou se Deus vier novamente, na Pessoa de Jesus, todo glorioso... Pergunto: os padres deveriam intervir nos desígnios de Deus? Se a humanidade tivesse de ser eliminada da face da terra, pois que o fosse. Não seria, aliás, a primeira vez: lembrem-se do dilúvio. Só não sei se restaria algum Noé dessa vez.
De qualquer maneira, é inconcebível imaginar que um padre pudesse doar sêmen. Ou então permita-se o casamento deles. E que tenham filhos, ao menos os que forem férteis. Ou dirão que alguns percauços também não acometeriam aos Ministros de Deus?!
Bom... Isso é discussão desnecessária.
Quem quiser ter filho de padre, ao menos saiba: se ele se masturba, peca (em pensamento e em ato) e não está salvando vidas. Se ele pratica o ato sexual, peca. Embora, neste caso, estaria sendo menos egoísta ou fechado ao outro. Ora, se a união conjugal deve estar aberta à vida, o sexo também deve estar aberto ao outro.
Entendam como quiser... Só não comparem uma doação de sangue com à de sêmen.
E outra coisa: o “céu”, catequistas! Não pode ser comparado a algo que nos faz felizes. O Sexo não é questão a ser tratada no âmbito da eternidade, segundo Cristo.
Quando perguntaram ao Messias sobre a mulher que se casara uma vez, seu marido falece, e não tiveram filhos; como costume daquele povo, ela se casa com o irmão de seu marido , para que tivesse filhos do mesmo sangue daquele (a preocupação com a hereditariedade, o nome da família, do pai, as bênçãos dos céus, não ser considerado estéril, não cair no esquecimento nem virar alvo de recordações maledicentes). Este também morre... Ela se casa com um terceiro, que também bate as botas. E assim acontece sete vezes. Bem se vê que o sete pode ser perfeição ou o máximo dos pecados capitais e das tragédias humanas.
Perguntam a Jesus:
(Ironicamente, os caras-de-pau)
-Mestre, qual deles será seu marido na eternidade?
-Não haverá marido e mulher. Na eternidade, homem e mulher serão como anjos.
Logo, não haverá sexo na Terra da Nova Jerusalém. Logo, não haverá procriação nem prazer advindo desses relacionamentos. Algo a ser questionado, mas se seremos comos anjos, reitero, até onde eu saiba, e estes não praticam sexo; se o praticaram alguma vez, deles (dos anjos) descenderam os ‘gigantes’ e talvez algumas genialidades malignas (porque os anjos, ainda que sem corpo físico foram criados em estatura e intelecto maiores do que os humanos) e a parte da hoste celestial, a terça, que se perverteu em favor das ideias de Lucífer coabitou com mulheres. Se isso de fato se deu.
Concluindo:
-União conjugal é para o bem do casal. Inclui sexo e ter filhos, mas não necessariamente. Não pode prescindir, contudo, de amor e de sinceridade. A verdade prevalece e aceitação de ambos confirma a união diante deles próprios e de Deus.
- doação de sangue é um recurso maravilhoso e indispensável, fruto de amor e de consciência de cidadãos racionais e livres para amar o próximo, que visa salvar vidas. Doar sêmen não salva vidas; possibilita uma nova geração... de vida. Ora, se a mulher precisa, sente-se necessitada de ter filhos, do contrário morreria, primeiro seja encaminhada a um psicólogo ou chamem o padre. Caso ela seduza o padre com o fim de procriar, nem sei se é o caso daquele padre ou outro exorcizarem-na. Caso ela esteja com o ‘diabo no couro’. Daí, o padre escolhe: ou a livra do mal, cometendo algum pecado ou jorra água benta nela. Certamente que ela não engravidará com este líquido, mas não terá feito mal algum a ambos; sequer no outro caso, desde que ele abandone a batina e vá dar jeito de honrar com a petição suplicante da filha de Deus. Ajoelhou... Reza!
- Se é prevista alguma necessidade de sêmen para o futuro, com tantos homens não padres que haja por aí: comecem logo a fazer um banco mundial com imensa reserva de material genético, tal que nunca se peça tal coisa a um religioso.
- Para quem quer relacionar ter filhos com salvar vidas, adote uma criança. Fará bem melhor do que esperar que um padre se masturbe. Isso sim seria muito mais do que uma proposição filosófica. É a uma atitude prática e humana.
É isso.
Um beijo do ex-gordinho!
P.S.: a Igreja pode até pontificar sobre questões das quais não experimenta, não vivencia, como o sexo... Mas quando se fala em amor, essa instância engloba a dimensão sexual. Não é necessário ter praticado o sexo, para saber que ele é bom já que temos ferormônio e um aparato para atrair o parceiro sexual. Um religioso assume que toda criação e disposição permitida por Deus, dádiva por Ele às suas criaturas é algo bom.
Assim como não preciso me drogar para assumir que isso é ruim, prejudicial. Valho-me, para tanto, dos relatos científicos e do raciocínio de que tudo que interfere na minha maneira livre natural de viver, agir e sentir não é algo bom, à medida que prejudica meu organismo e minhas relações sociais, afetivas.
Todos nós, diariamente, ‘pontificamos’, sobre muitos assuntos dos quais não tivemos experiência. Muita gente, aliás, fala sobre o celibato, critica-o. Engraçado. Não o vivem; como podem, então, ‘pontificar’ sobre isso?!
Um padre pode falar sobre o amor conjugal, mas claro que não o fará como sexólogo nem descreverá o Kama Sutra aos amantes. Por favor, né!...
Outra coisa: se um padre se referir ao casamento e às mulheres de maneira desdenhosa... Aí tem problema. Creio que o pecado seria ainda mais pernicioso do que o de se masturbar. Ou como ele defenderá a família constituída através do matrimônio se, embora ele viva em estado de celibato, desacredita ou abomina as mulheres e o sacramento pelo qual, em tese, ele deveria vir ao mundo?!
Nenhum religioso deveria proferir "Graças a Deus!" por ser celibatário. Apenas viva conforme seu estado, com a Graça, sim, Divina. Afinal, se fôssemos optar pelo nosso estado de vida e civil por causa dos testemunhos de alguns, talvez não apenas não nos casaríamos como também sequer iríamos à igreja. Não generalizemos sobre aspecto algum na vida!
Ao menos esse padre deve ser santo ou se se masturba... Nem quero cogitar no que ele pensa!
Pensem. Falem o que quiser, mas pensem sobre...
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Cada um preserve a sua integridade, seja a do corpo ou do espírito.
Hoje é outro feriado.
Lembro de ter comido doces na Páscoa. Repete-se ao paladar. Contudo, se antes comia chocolates em formas de ovo e de coelhos, agora o como na torta de bolachas. Sem deixar de lado o pudim. E, embora eu prefira pratos salgados, acabei comendo duas porções de doces.
Quanto ao feriado... Não estou em condições de relevar este ‘espírito religioso’. Preocupo-me mais com o meu corpo por ora.
Também não me agrado de ouvir as músicas enfadonhas entoadas em procissões.
Ontem mesmo, estava na plataforma do metrô e escutava uma pessoa a louvar seu Deus com uma voz esganiçada. Sinceramente; se eu fosse Deus, taparia os ouvidos.
Tudo bem que as pessoas possam até fazer das tripas ao coração, com boas intenções, de um tudo para louvar, agradecer a Deus. Mas, por favor! Quem não tem talento, não cante. Quem sente dores nas pernas, não se lesione ao caminhar quilômetros ou algumas poucas quadras...
Prefiro ficar em casa. Rezar a meu modo.
Sinto-me mais sincero assim.
Comi doces, ainda que a vida seja amarga. Mesmo em dias ‘santos’.
Enfim...
terça-feira, 21 de junho de 2011
A última ‘pérola’ da qual tomei conhecimento.
Soube que uma menina de apenas oito anos de idade foi chamada por coleguinha de turma, em escola particular sul-riograndense, de ‘fracassada’!!
Pode?!
Alguém pode ter fracassado aos oito anos de idade?
O que outra criança pode saber sobre fracasso?
Pensei: uma criança, filha de pais formados em curso superior, ambos, que estuda em uma ‘boa’ escola; que pratica arte marcial ( judô), pode se sentir afetada com uma ofensa daquelas?
Quem luta não briga, isso é certo. Mas será que uma criança terá tanto auto-controle para agüentar cuspes à cara, lanches roubados e ofensas verbais, como: ‘chata’, ‘fracassada’ ?
Eu não posso afirmar que, mesmo sendo adulto, não revidaria...
Uma professora disse à mãe da criança ofendida, agredida,escanteada pelos demais alunos daquela ‘ótima escola’, que: - ‘há uma diretriz da escola pela qual se privilegia os filhos de professores’.
Isso mesmo. Os que cometem ofensas, que escanteiam a coleguinha, são filhos de professores.
Que educação receberam em casa???? Ou será que os pais, professores, quando muito só educam na sala de aula?
Fico pensando: se eu fosse aquela menina, sendo bem maior do que as demais de sua idade, poderia desferir um golpe qualquer em quem cuspisse em meu rosto. Mas, agressão... Não resolve nada.
Se eu fosse pai da guria... Ah! Processaria a escola por negligência, no mínimo. Ou dirão que desconhecem o que acontece no interior de suas construções voltadas ao ensino e humanização daquelas crianças??
Quer dizer, as nossas crianças não estão seguras nem educadas nas escolas. É um absurdo!
Se existe algum fracasso, este é da escola que não sabe educar os seus alunos e que privilegia os filhos de professores. Crianças que deveriam ser bem educadas, sendo que dispõem de educação em tempo integral: na escola e em casa.
Será que a Direção da escola em questão ( omito qual seja) desconsidera que a folha de pagamento dos professores é custeada pelos pais dos alunos que não são filhos de professores, ao menos não daquela escola??
Se a escola é um local de vaidades, de disputas de sobrenomes... há algo a ser repensado: a escola de fato é para todos?
Claro que aquela escola é particular. Logo, qual status têm os filhos de professores quando comparados aos de profissionais mais bem sucedidos?
Não é questão de desmerecer o professor, mas – cá entre nós- os professores não são em nada valorizados no Brasil. Como, então, os filhos desses podem se sentir superiores a outras crianças ao ponto de escantearem-nas?
Nem na rede pública isso ocorre, penso. Pois fiquei pasmo ao saber que isso se dá na rede privada.
No entanto, quando uma ‘perua’ de sobrenome qualquer – de classe emergente – faz de suas idas à escola, para levar seu rebento aos estudos, um evento mega-hiper, vestindo-se como para uma festa de Reveillon, até entendo: quer causar inveja ou marcar presença naquele reduto. Em outro ambiente, com pessoas da classe AAA, ela seria apenas uma classe-média esnobada.
É bem assim: as pessoas são esnobas, humilhadas; esnobam e humilham outras.
Por isso, penso se aquelas crianças não se reúnem no grupinho fechado como modo de se defenderem do convívio com crianças de realidade da qual invejam, na verdade.
Ou se aquela criança que chamou à outra de ‘fracassada’ não teria escutado tal palavra em sua casa.
A escola, a meu ver, e as famílias - sejam de professores ou de pessoas com bons recursos financeiros, emergentes ou de famílias tradicionais- estão fracassando no seu papel: o de educar seus filhos, alunos.
Eu fiquei sabendo disso. Não quis fracassar, ou melhor: não quis me omitir. Seja um caso de bullying ou falta de educação, a escola, os pais, a sociedade deve dar um basta a atitudes dessas.
Ou fechemos todas as escolas no Brasil!!
Estou cansado de ver baixarias nas instituições de ensino. De ter de desviar das politicagens em torno dos campi universitários.
Brasil, mostra tua cara! Se a vida cuspir em ti, mostre que tu- se não tens –queres ser educado. De fato.
Melhores professores.
Pais que saibam educar aos seus filhos.
É o que basta para as séries iniciais da vida. Penso.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Eu também leio ZH.
Nesta, li a respeito de uma ‘parada das p...’.
Também não me contive ao saber das palavras de um...
Penso em dar um basta a muita coisa. Vejamos o que consigo.
( Enquanto os homens, talvez se satisfariam com algum aspecto "menor" do seu corpo: o desempenho viril de sua sexualidade)
Também não me contive ao saber das palavras de um...
Penso em dar um basta a muita coisa. Vejamos o que consigo.
Não concordo que haja justificativa para o estupro. Por outro lado, não estou de acordo que as mulheres, homens e homoafetivos usem quaisquer vestimentas, e que ninguém tenha a ver com isso. Isto é, a liberdade de me expressar através, inclusive, das vestes não pode ferir o mínimo de pudor estabelecido ou aceito pela maioria da sociedade, mesmo que hipocritamente convencionado.
Sei de que todo homem gosta de dar uma espiadinha para a ‘paixão nacional’, assim como para outras formas. Não nego.
Quero saber, por parte das mulheres ( das que forem sinceras para tanto): se elas – ao usarem roupas insinuantes ( coladas ao corpo, decotadas...) , querem ou não seduzir, chamar atenção dos homens?!
A meu ver, quando uma mulher se veste elegantemente ( com vestidos ou terninhos, saias...), ela pretende chamar tanto atenção das mulheres ( com as quais concorre, por assim dizer), quanto de homens. Ao se vestirem com roupas mais desportivas ou despojadas, a mulher ( penso eu) pretende muito mais seduzir aos homens com seus atributos físicos do que pela postura que demonstraria ao usar uma vestimenta que chama mais atenção para a própria roupa do que apenas para o corpo de quem a veste.
Não posso admitir que uma pessoa culta argumente que o estuprador foi incitado pela roupa que a mulher usava. Como se ela o tivesse provocado à barbárie. No entanto, se uma mulher se ofender ao escutar além de ‘fiu-fius’, um monte de asneirices por parte de escrotos ( do gênero masculino)...
Ao menos saibam que, quem mostra... permite que outros admirem, cobicem, queiram...
Como homem, sempre pensei:
Ao ver uma mulher bem vestida ( com vestido, saia ou terninho... ou uma boa composição de brim, mesmo que de um ‘shortinho’): -“Ai, ai... Essa, eu apresentava prá minha avó!”
Quanto a outras... Não pensava em apresentar a ninguém mais do que a mim mesmo. Ou a outro-eu, parte de mim, que cada qual nomeia seu modo. Tem quem o batize com diminutivos. Não é meu caso.
Mas, não trocando de assunto, embora desviando o foco ( prá não dizer 'de saco prá mala)...
O sexo e o jogo de sedução, a beleza física são elementos necessários à vida. Apenas aprendamos a dispor deles. E o mais importante: sejamos cautelosos.
Primeiro, nem toda pessoa recatada no modo de vestir o é quando se despe...
Tampouco, uma mulher – por se vestir com pouca roupa – está disponível para despi-la. Menos ainda com qualquer homem.
Dizem que: ‘o que é bonito deve ser mostrado’.
Eu ainda penso que a educação é algo muito mais belo e necessário a ser demonstrado do que um belo par de pernas. Assim, quando vejo uma mulher elegante ou que me desperta a sexualidade viril e erótica, apenas olho... E com extrema discrição.
É certo que as mulheres querem se sentir belas, serem cortejadas.( Mesmo os homens desejam isso, sejamos honestos). Porém...
Toda mulher quer se sentir atraente como um todo, não apenas pelo corpo. Ao menos uma mulher que domina, na completude, seu poder de atração.
( Enquanto os homens, talvez se satisfariam com algum aspecto "menor" do seu corpo: o desempenho viril de sua sexualidade)
Uma mulher, a que se diz ser com ‘eme’ maiúsculo (M), não seduz o sexo oposto. Ela atrai simpatia, admiração e todos os demais interesses: seja por parte de mulheres – nas relações afetivas-amigáveis e familiares, homoafetivas _ ainda que não seja do interesse dela-; e, claro, atrai homens.
Por isso, sempre tive cuidado em falar em sexo oposto. Esta palavra ‘sexo’ está carregada de preconceitos, banalizações. Limitada.
Se uma mulher pretende atrair um homem, não pense que o fará a partir de elementos sexuais. Entretanto, jamais poderá deixar de ser feminina.
Entre uma mulher feminina e uma ‘gostosa’, o homem sempre terá predileção pela feminina.
Nem todo homem curte ‘funk’ e mulheres marombadas exageradamente.
Os homens gostam de mulheres delicadas e agradáveis, com posições firmes, pensamento próprio, não de 'cachorras'.
Uma mulher que exibe suas curvas, a mim, não causa tanto impacto quanto a que expõe seus pensamentos. isso porque o 'créu' começa na lábia. Quem não tiver essa capacidade, a de usar a palavra, logo fadigará o quadril.
Ademias, se o tesão é provocado por ferormônios; a fantasia, por sua vez, que tanto alimenta as relações desgastadas pelos anos de convivência resumida mesmo em sexo com hora marcada, depende de muita criatividade.
O inédito, nestes dias, não é se despir. Pelo contrário.
Tem quem goste de ver um bumbum bem firmado pelas calças stretch. Eu também. Não me fixo nisso, contudo.
Ao que dou pitaco : Dizem que quem vê cara não vê coração. Certo? Pois bem. E quem vê bunda – além de não ver coração e não ver a cara da portadora dos glúteos- mesmo que haja muita Raimunda por aí... Não reclamem, portanto, depois, das ‘merdas’ que venham a fazer. Isso por apenas terem dado importâncias às partes um tanto centrais ou centralizadas do objeto de atenção momentânea.
Voltando à objeção inicial quanto às motivações para o estupro, se formos averiguar, pesquisar, os estupradores atacam até senhoras que se vestem dos pés a cabeça. Logo, não são as roupas que estimulam atos de violência.
O estuprador é um doente. Para ele, tanto faz se a vítima é jovem, se está com roupa 'assim ou assado'. Pode ser uma idosa com vestido de quacre americana, usando bengala e corega; mulher com burca ou uma veranista em praia de nudismo. Não é a exposição física, do corpo da mulher que incita o desejo perverso no estuprador. É abominável justificar um crime dessa maneira.
A roupa não demonstra caráter nem provoca ações contrárias a este, em quem o tenha.
Se escrevi alguma reflexão a respeito das roupas usadas por mulheres, do modo de se vestirem, apenas o fiz na intenção de alertá-las sobre o que de fato desperta interesse nos homens. E, assim, possamos interagir mais satisfatoriamente segundo nossos interesses, desejos. Não pretendo acabar com a sedução. Quero que ela seja enaltecida ao seu ‘status’ correto. De algo belo e não vulgar.
Ainda quero escutar os ‘toc-toc’ de sapatos saltos altos, médios, finos; ver um quadril deslocando-se suavemente ao caminhar de uma mulher; perceber a mão que se entrelaça aos cabelos, fazendo charme ( seja por instinto, ato falho ou conscientemente).
Ah!Mulheres... Basta ser como são: Mulheres.
Vocês já nos seduzem pela natureza. Não precisamos de ‘vaginas falantes’, mas de Mulheres com todo seu aparato natural e desenvolvido.
Uma mulher que pensa e se valoriza, consequentemente, provoca interesse instintivo, racional e valorizado devidamente em homens.
Ainda quero sentir aquele friozinho na espinha e uma inconformidade ao ver uma mulher bonita e elegante:
- “Nossa! É muito prá minha caçambinha...!”
-“Essa é, no mínimo, para príncipes ou empresários!”
Percebam que, mesmo os homens, sabem reconhecer o valor de uma mulher que sabe se portar, se valorizar a si. Ainda que façamos ( nós, homens) tal cotação da Mulher com pensamentos capitalistas. Evidentemente que as pessoas não devem ser vendidas nem poderiam ser compradas, mas, quem pensa em constituir uma união conjugal, não poderá deixar de lado questões pecuniárias. Afinal, ‘quem casa quer casa’. Isso se a mulher nos desperta o interesse pela união estável. Quanto as demais, entre quatro paredes – sejam de propriedade privada própria ou não – poderia satisfazer a ambos, ou a um deles, de um modo ou de outro.
Eu prefiro pensar como um romântico, que busca tocar o ideal, do que viver como um pervertido, prestes a roçar a matéria sem amor.
Cada um pense a seu modo. E esteja disposto a ser julgado.
A vida, enfim, não é injusta. As pessoas, contudo...
P.S: a partir da leitura que fiz de algo escrito por uma advogada em jornal, talvez em resposta às palavras insanas de um jornalista-apresentador de programa televisivo. Pensem bem: advogada vs jornalista. Onde eu entro nisso?!
Quem leu, sabe.
saudações aos visitantes.
Escrevo, desde o início deste ano, em outro blog: www.choquefilosofico.tumblr.com.
Em breve, postarei novos textos neste...
Abraços cordiais aos amigos e bem apertadinhos nas gurias!
Em breve, postarei novos textos neste...
Abraços cordiais aos amigos e bem apertadinhos nas gurias!
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